20.10.07

Nossas crianças


João Francisco equilibrando um chapéu de palhaço. Cada refeição é um verdadeiro circo.


Sofia com seus óculos de sol pronta para passear na pracinha.


Explorando o quintal de casa Sofia conta quantos figos há na figueira: 1, 2, 3, 14, 30...


Fazendo nebulização por causa de um resfriado. Ai que soninho.


Era só para molhar os pezinhos, mas o chuveirão convidava para um banho refrescante.

13.10.07

Evangelizando mortos

Na igreja onde sou pastor, tenho o privilégio de pregar para um número razoável de pessoas, pelo menos duas vezes ao domingo e em datas especiais. Mas nada me dá mais prazer do que pregar nas cerimônias fúnebres, sepultamentos que realizo. Só este ano já fiz quatro e sempre Casa cheia, completamente lotada, as pessoas aqui fazem questão de não perder esse tipo de evento o que me deixa muito feliz. Sempre prego um sermão evangelístico e aproveito para dar uma cutucada nos católicos e espiritas da cidade. No próximo... até já anunciei aqui na igreja, tenho a intenção de fazer o Apelo - ou Convite a receber Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Às vezes me lembro de meu pai que convidava as pessoas a tomarem uma decisão, mas no cemitério, com o morto quase escorregando e os outros mortos, achando que estavam vivos, olhando uns para os outros comentando a respeito de tamanha ousadia.

Eu vi! AZE+POR

Há algo muito errado com esta seleção.

12.10.07

Será? (BRASIL: Bíblias poderão ser confiscadas)

O Brasil, país conhecido em todo o mundo por sua tolerância e respeito às diferenças raciais, religiosas e étnicas, entre outras, encontra-se hoje diante de uma flagrante ameaça à liberdade de expressão e culto.
Dois projetos de lei que se propõem a evitar o preconceito, também possuem regras para silenciar e censurar a pregação da Bíblia Sagrada. E sem que a maioria da população se dê conta disso, estão seguindo o trâmite de aprovação no Congresso Nacional.
Um deles está no Senado, prestes a se tornar lei (PL 122/06) e outro com o mesmo teor está na Câmara dos Deputados (PL 6418/2005).
Em breve poderemos assistir pastores sendo presos por pregarem o Evangelho, como em muitos países da África, e pais perdendo a guarda dos filhos por transmitirem a sua convicção religiosa, como ocorre em localidades do Oriente Médio.Casos como na China e na Coréia do Norte, onde pastores são presos por distribuírem Bíblias, podem se tornar comuns.Crime de opinião religiosa.
Uma leitura mais apurada no texto do PL 122/06 - que prevê detenção de um a três anos para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais - revela que, na prática, a pregação de alguns trechos da Bíblia poderão ser criminalizados, a despeito das diferentes interpretações de correntes doutrinárias.
O PL 122/06 está prestes a ser votado pelos senadores e em seguida seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para se tornar lei. O governo é favorável à criação desta nova lei e seu posicionamento está claramente expresso no programa "Brasil Sem Homofobia".
Um projeto ainda mais pernicioso e semelhante a este que tramita na Câmara, o PL 6418/2005, prevê aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais.
No caso de materiais impressos, a nova lei prevê o confisco e a destruição dos mesmos, o que expõe a Bíblia Sagrada ao risco de ser recolhida e destruída pelas autoridades brasileiras. No caso de transmissões televisivas ou radiofônicas, a lei prevê a suspensão delas.
Perseguição aos ofertantes.A ameaça torna-se ainda mais gritante ao atingir os próprios crentes brasileiros, que são os principais financiadores de missões, igrejas e programas nos meios de comunicação de massa que se propõem a pregar o Evangelho de Cristo.
Isso porque, pelo que está previsto no PL 6418/2005, quem financia, patrocina ou presta assistência a qualquer um que "transgredir essa lei", ou seja, que pregar qualquer ponto que desagrade a um homossexual, poderá ser condenado a uma pena de dois a cinco anos de prisão.
Como cristãos, ou seja, como defensores do amor ao próximo pregado por Jesus Cristo, não aceitamos que qualquer pessoa, homossexual ou não, sofra atos de violência, seja proibida de permanecer em locais públicos ou tenha seus direitos civis violados - pontos que estão servindo de justificativa para os que defendem tais projetos.
Só não podemos permitir a invasão de direitos particulares sobre os direitos coletivos, assegurados na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença".
Por isso, diante desta séria ameaça aos direitos religiosos de todos nós, cidadãos cristãos, principalmente aos evangélicos, cresce a demanda por uma intensa mobilização por parte de todos aqueles que, independentemente de aprovarem ou não a conduta homossexual, desejam garantir o direito de livre expressão de suas opiniões e convicções, sejam elas contrárias ou não ao homossexualismo.
Esta mobilização, além de ser expressa em orações e jejuns, deve ser acompanhada de uma dinâmica prática, sob diferentes formas, tais como:1. Envie seu protesto para os senadores e deputados envolvidos na aprovação destas leis... (veja listagem de alguns deles abaixo) por meio de cartas, telefonemas, fax e e-mails;2. Participe de abaixo-assinados que expressem o descontentamento com estes projetos de lei e assegure que eles sejam entregues às autoridades competentes; 3. Entre em contato com o parlamentar em quem votou e chame a atenção dele à questão;4. Repasse estas informações sobre a ameaça que estas leis trarão à liberdade de expressão e culto no Brasil a TODOS os seus conhecidos. Utilize seu mailing pessoal e os meios de comunicação de sua igreja.Nossa tão propagandeada liberdade religiosa pode estar com os dias contados. E não é apenas o cristianismo que está correndo o risco de ser censurado. O islamismo e o judaísmo também, pois todas tratam do assunto em seus livros sagrados. Portanto, o que está em questão não é o homossexualismo em si e sim a criação de um crime de expressão e opinião religiosa.

Terça-feira, 9 de Outubro de 2007Fonte: http://noticiascristas.blogspot.com/2007/10/brasil-corre-risco-de-ter-liberdade.html

6.10.07

VAMOS DESCONSTRUIR A IGREJA EVANGÉLICA?

Na verdade o que temos sentido falta nos crentes hoje em relação ao está de alguma forma ligado com o extrínseco, mas, sobretudo, com o intrínseco, isto é, o primeiro amor. E isso, só conseguimos, numa busca pessoal.Tenho assistido de perto a crise da Igreja Evangélica, e confesso que vou lutar até o fim para manter esse nome, não é um ou outro que dele desfrutou e de suas benesses, que usaram e abusaram e agora o descartam, que descartarei também.O que ocorre é que o mundo mudou e nós também.Fomos contagiados pela embriaguês que Jesus falava, que atingiria a muitos, antes do fim.Fomos contagiados com o consumismo.Fomos contagiados pela pós-modernidade da relatividade. Outrora, o que os nossos líderes diziam era a lei, agora não, tudo é relativizado.Isto é bom? Tem seus valores, mas suas perdas também. O mundo democrático e ocidental é visto como o Grande Satã pelos Árabes que não questionam seus aiatolás. Talvez que a guerra árabe passe mais pela rejeição da anarquia do Ocidente do que por qualquer outro motivo. Ele tem medo da nossa promiscuidade, e nós de suas bombas!É bom ser inocente, e seguir normas, obedecer, achar que alguém acima reponde e sabe por nós? Não sei! Mas, quando isso acontece descansávamos mais. Só que na relativização, assumimos a liberdade de tudo, até de decidir as regras, o certo e o errado, e isso gera um desgaste enorme, um fardo que é pesado. Quando os líderes carregavam por nós, embora falando bobagens, ou sendo ingênuos, não víamos isso, só experimentávamos a situação paternal por trás... Mas “os nossos olhos foram abertos”, e agora somos como deuses, conhecedores do bem e do mal e temos que carregar o fardo desse conhecimento.Perdemos a noção da inocência. Coisa rica, preciosa, mas ela foi embora, e agora sempre temos um "senão".Perdemos a noção de segurança... Naquele tempo, disse esses dias o Arnaldo Jabor, 90% dos moradores das favelas não sabiam da sua criminalidade e nem eram cúmplices com o crime, hoje, disse ele, isto é uma falácia. Tá tudo dominado...Verdade, quantas vezes fui à casa do irmão numa favela, e via como, apesar de pobre o ambiente, era de paz, havia muita briga sim, de marido e mulher, briga de mulher por causa de água, mas não havia a falta da pureza em relação ao crime. Esses nossos irmãos hoje, estariam comprometidos com o que sabem ou deixam de saber. Embora não sejam culpados!Certo pastor, amigo meu, cuja igreja é numa favela, disse-me que é obrigado a seguir certos caprichos porque senão, morre! De fato tudo mudou.A igreja deixou de ser o referencial para nós, digo a igreja física mesmo, lembre-se:"nossos olhos foram abertos”, logo a igreja é apenas um prédio sem nenhum valor ou apego místico... histórico, totemizado, isso tem um preço. Lembro-me quando adolecente, uma bolinha de papel minha caiu no púlpito da minha igreja, e fiquei apavorado, não podia deixá-lá lá e ao mesmo tempo não tinha coragem de subir pois o local era santo... mas “nossos olhos foram abertos”, e a igreja agora é apenas um lugar em construção, pois desmistificamos a mesma, agora somos os construtores. Isso é bom? Tudo tem o seu preço.Hoje ninguém se ajoelha mais no Templo, como disse o Edson Coelho... "Entrei no Templo, dobrei os meus joelhos, para conversar como Senhor..." ninguém o faz por livre e espontânea vontade, só quando o pastor quase obriga. Perdemos a sacrossanta visão do mesmo, a visão de Ana, que apenas balbuciava no Tabernáculo em Siló. “nossos olhos foram abertos”Perdemos a noção do místico, do sagrado, do misterioso, e não estamos muito preocupados com isso, “nossos olhos foram abertos” para outras coisas, para o mundo virtual, para a internet, agora somos semideuses, achamos tudo num clicar de mouse. Somos aficionados pelas novidades, pelo mágico e misterioso, sem as quais, como Adão deve ter pensado, não podia viver sem elas... Foi o que o Diabo mostrou a Jesus, o mundo e sua glória, ele sempre faz isso, sabe como isso nos encanta também. “Ele tem aberto os nossos olhos”.Temos tudo, somos preocupados demais em atender a indústria da tecnologia, dos celulares às máquinas mais modernas e não temos nem de perto um pouco da repulsa do unabomber, terrorista americano que preferiu explodiu um prédio do FBI por não se conformar com a evolução gigantesca da tecnologia avassaladora, antes que, segundo disse, fosse destruído por ela, não que o que fez estava certo. Vidas são vidas! Mas ele, louco, não soube administrar o novo século, não quis abrir os seu olhos, só usava máquina de escrever e olhe lá.. Cometeu uma loucura, mas a loucura maior ainda continua por aí, nos engolindo... A Bíblia chama isso de Aion, ou de Mundo, ou de Presente século...Ficamos encantados com a pós-modernidade, com suas facilidades, com o encanto de um mundo livre, mas com a pós-modernidade, veio também a pós-cristandade.Ninguém, absolutamente passou ileso disso.Perdemos o nosso tempo. Perdemos a nossa liberdade, perdemos a nossa inocência. Perdemos nossos afetos, perdemos, perdemos, perdemos, enquanto tentam nos dizer: Vocês ganharam, ganharam e ganharam... falácia pura!Deus já vem desconstruindo a sua participação há muito tempo em muitas igrejas... Lembra-se de uma mulher chamada Rosalee M. Apeble, que começou o trabalho sério sua igreja com o pastor Enéias Tognine lá na igreja da década de 60? Lembra da onde era? Da santa Igreja Batista de Goiânia? Agora é a Batista da Lagoinha, da Unção de Toronto, do transe da Ana Paula Valadão, das riquezas da sua grife e ao mesmo tempo das loucuras da sua fé... A se a Missionária estivesse por aqui... Talvez estivesse inserida no contexto...O que nos resta é voltar, não a igreja antiga, mas ao primeiro amor, e isso é de fato algo muito difícil, pois envolve renuncia, não acontece com métodos, com programas, é com conversão do coração individual ao primeiro amor.Como eu costumo dizer, o passado é um continente, por vezes parece bonito, mas que não há embarcações para lá.Ou podemos ter os nossos olhos abertos por Deus ou pela velha serpente.Peço a Deus que eu não veja o que não é para ser visto e ver o que é para ser visto.Fico pensando em Ezequiel, que via e sofria com o que acontecia...Fico pensando em Jeremias que via e chorava...Fico pensando em Elias que via e resmungava...Fico pensando em Habacuque que via e reclamava...Fico pensando em Daniel, que viu o tempo da bagunça acabar, e em meio a Babilônia previu o retorno, que Deus não se esquece do seu povo, que há lutas travadas no céu, que o diabo existe, que passado 70 anos, as coisas mudariam. Que o império ruiria... Fico pensando naquele homem que em meio à tudo isso que estamos vivendo ouviu... E sobreviveu cheio de graças, ainda que cercado de leões..." Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Ele respondeu: Vai-te, Daniel, porque estas palavras estão cerradas e seladas até o tempo do fim. "Que o Senhor Jesus, que anda no meio dos candeeiros diga quem é igreja ou não, pois ele é o único que tem os olhos como chamas de fogo e pés reluzentes como bronze polido, pois nunca pisou em nada sujo.

Pr. Neucir Valentim (Igreja Evangélica Congregacional de Niteroí).

29.9.07

Reflexos do eu imperial

Falar de nós não é nada fácil. Sempre que falamos acerca de nós mesmos, corremos o risco de dizer coisas demais ou de menos. Mas reconheço que é necessário fazermos esse exame de avaliação, introspecção em silêncio, que nos permite corrigir erros e percepções equivocadas a respeito de jeitos e maneiras de estar e de ser.
Quando abrimos o coração para os outros e num momento inédito conseguimos ser honestos e sinceros, corremos o risco de passar por inconstantes, emocionalmente pertubados. O dilema é que nos dias de hoje poucos querem ouvir falar de crises e problemas graves dos outros. Antes, preferimos pessoas positivas, que sempre aparentam estar bem com tudo e com todos. Às vezes disfarçam muito mal. Mas como não queremos nos envolver, pois problemas bastam os nossos, perdemos a oportunidade de ser alguma coisa- menos superficial, menos inútil, menos bajulador.
Não entendo a maioria das pessoas que se dizem "actualizadas", falam de tudo, menos de suas fraquezas, de suas mentiras, de suas ilusões, de suas tristezas e desilusões, de suas conquistas e alegrias. O mundo os moldou. São pessoas blindadas, cercadas de muros eletrificados, com sistemas de segurança que não permitem a entrada nem de amigos, nem desconhecidos. Afinal, dizem: ninguém tem nada a ver com a minha vida - cada um na sua.
Em baixo um comentário do Paulo Miranda a este texto.

Independentemente de te dar razão,o melhor mesmo é concentrarmo-nos naqueles que têm a ver com a nossa vida. Quem tem a ver com a nossa vida não tem necessariamente de estar próximo ou sequer de ser nosso conhecido! Tem apenas a ver com a nossa vida. Por isso afirmar o bem é, para mim, melhor do que sublinhar o mal.


16.9.07

Domingo Sabático

Redescobrir o Sábado em nossa cultura e estilo de vida é uma tarefa complicada. Antigamente, tinhamos tempo para estarmos juntos a mesa, para comer aquele frango assado no forno (ainda não havia as churrasqueiras Falcoeiras), que muitas vezes ainda estava meio branco. Havia tempo para ir a igreja, pela manhã e a noite e ainda sobrava tempo para visitar ou passear em algum lugar ao ar livre (ainda não havia os centros comerciais). Hoje, apesar de não fazermos mais o almoço e não sairmos de casa, vivemos cansados, estressados, irritados e mau humorados. Precisamos recuperar o Sábado como um dia de lazer e compromisso com Deus, família e os irmãos da igreja. Como sou saudosista, relembro aqueles encontros nas traseiras da igreja lá no Alto do Brejo em Paio Pires, depois da ED, comíamos juntos e fazíamos rodas e passávamos algumas horas juntos antes do culto das 17 horas. Uma verdadeira comunhão entre famílias e amigos. Hoje o círculo de amizades e eventos deste gênero é menor e cada vez mais restrito aos da própria casa. Entendo que isso não é saudável, nem cristão. Os crentes da Igreja Primitiva nos ensinaram que estar junto, é fundamental, para que sejamos vitoriosos em nossas batalhas contra as forças do mal e tentações deste mundo. Por isso, desafio cada um dos leitores a resgatar o sentido do Sábado como o dia da descoberta de Abba Pai e de nós mesmos em comunhão e amizade.

8.9.07

Crise de Vocações

Nunca houve tanta carência de lideres como nos dias de hoje. Os seminários e faculdades de teologia são frequentados por alunos que buscam apenas conhecimento ou um diploma. Poucos são aqueles que escolhem, se é que podemos dizer isso, seguir a vida servindo a Deus e aos outros, apenas tendo como única garantia de que não estarão sozinhos e que nunca serão desamparados. Vivemos tempos de seca espiritual. Reunimo-nos uns com os outros, mas será que temos nos encontrado com Deus? Cantamos bem, oramos bonito e falamos ainda melhor. Bem, sabemos muita coisa, mas será que temos experiências, testemunhos para contar? Onde está a ousadia para falar do evangelho aos desconhecidos e conhecidos, aos amados e não amados? Nós somos loucos essa é a verdade, nós somos fracos, outra verdade, ao contrário vocês são fortes e nobres, e nós desprezíveis, vocês são ricos e fartos, nós ao contrário, pobres e sem morada certa. Também nos cansamos de ser perseguidos e caluniados, mas sempre procuramos nos reconciliar, sabendo que isso não vai mudar muito a opinião geral, assim continuamos a ser considerados lixo do mundo. Por tudo isto e muito mais não desanimamos, porque sabemos, apesar de nunca termos ouvido e visto, que há algo incomparável esperando por nós.

6.9.07

Ainda o ABS

Quando o verão se aproxima, não tem como não pensar no ABS. É uma relação de mais de 30 anos. Sou saudosista e apaixonado por aquele lugar seco e agora quase nu. Os alacraus, outrora, atração principal, deram de frosques. Assim hoje já ninguém é picado, já ninguém chora, as experiências hoje são mais de nível tecnológico ou virtual. Já ninguém dá de seu tempo para limpar o mato ou plantar uma árvore, já ninguém se esforça para beber água do poço ou tomar banho no tanque. Já ninguém lava pratos, pois isso é perder tempo, afinal pagar para que outros lavem é mais fácil.Também pode impedir de assistir ao culto da noite - tretas. Até a barragem tornou-se imprópria para banhos. Hoje é muito difícil alguém aprender a nadar ou atravessar a barragem como antigamente, uma forma de exibirmos a coragem e competir uns com os outros. Outros ABS com pessoas menos sofisticadas e mais problemáticas marcaram várias gerações. A mística ruiu, o romantismo que era marca dos campistas e sua irreverência desapareceu com os mais velhos. Afinal, tudo isto é fruto da fragmentação e interesses particulares das igrejas , promovendo as "elites", desvalorizando aqueles que realmente amam o ABS e que sempre deram de si sem interesses ocultos desde o seu nascimento. Só espero é que o ABS não se torne unicamente um clube de fraternidade de irmãos, ou pior, de grupinhos que só pensam em namorar ou se divertir. Isso seria um desrespeito com tantos que alimentaram a visão de um lugar de pregação e transformação, um lugar de amizade e testemunho. Bons turnos.

5.9.07

A descoberta do Sentido e Vocação

Em nossa sociedade, muitas pessoas sofrem de falta de entusiasmo e de qualquer sentido dinâmico ou propósito em suas vidas. Durante alguns anos, lutei contra esse "mal", que nos prosta e nos leva por carreiros perigosos em busca de significado, alívio e distração. Não foram poucos os momentos em que senti a sensação de desvalor pelas coisas e a incapacidade de despertar para um expectante e excitante novo dia. Essa depressão existencial crônica provêm daquilo que Viktor Frankl descreve como um "vácuo de valores", uma frustação da "vontade de sentido" básica. A tese básica de Frankl é de que "a vida é transformada quando se descobre uma missão que vale a pena cumprir".
É neste contexto de descoberta que podemos enxergar finalmente a nossa vocação. Martinho Lutero dizia que:"Todo o crente tem uma vocação na vida porque tem uma posição e, nesta posição, ele encontra sempre oportunidade de servir". Isto serve para todas as empreitadas e caminhos que tomemos em nossas vidas. A realização completa em uma dimensão vocacional é descrita pelas palavras do apóstolo Paulo:"Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, recto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda"(2Tm4;7-8). Paulo neste mundo moderno seria considerado um fanático, um doente; pois declara que todos tinham se afastado dele, inclusive alguns de seus colaboradores "Na minha primeira defesa ninguém foi a meu favor...". Terminou a sua missão sem nada, isto é vazio daquelas coisas que o homem corre atrás e, sem a companhia daqueles que nos prendem com sua amizade, interesse e amor. "Mas o senhor me assistiu e me revestiu de forças...O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém."(v.16-18)
A falência e acúmulo de sentido juntam-se nesta vida e não mais se separam. A vitória só Jesus Cristo pode dar. Somente nele encontramos significado em nossas missões e corridas. Somente conscientes de uma missão, que precisa ser levada a cabo por nós, nos torna capazes de viver neste mundo desumano, ainda assim o nosso mundo, que serve de passagem para nossa Pátria Celestial Eterna, livre da aridez e das poeiras dos desertos, pois o rio que corre em nossa Cidade nos saciará para sempre.

13.8.07

Uma parte do meu coração

O texto a seguir não é uma homenagem nem nada desse tipo. São recordações.
Por: Renata Marques
Me lembro de quando recebi a notícia: Você vai ser tia! Fiquei animadíssima, afinal tinha 11 anos e nenhuma das minhas amigas eram tias. Isso me dava um certo status. Meu sobrinho Diego veio tirar o meu posto de “mais novinha” da família. Confesso que por vezes fiquei com ciúmes de toda a atenção dispensada àquele bebê tão fofinho (nasceu dia 16/07/87), mas até eu não conseguia me desgrudar dele que foi uma criança encantadora. Ser tia foi uma experiência marcante e eu não tinha a noção do envolvimento e dos laços que isso geraria. Me lembro de sua estranha posição de dormir (com o bum-bum para cima) e de fazer carinho entre suas sobrancelhas para que ele adormecesse. Também me lembro que gostava de pegá-lo assim que acordava já que ficava com preguicinha e dengoso. Se não me engano aos 2 anos foi para a escolinha. Desde aí já começaram a aparecer candidatas a namorada. Era muito lindo ver aquele menininho de mochila nas costas dizendo: eu estudo na escola ‘pimeiro degau’. Adorava comer brigadeiro (hábito este passado para sua irmã). Sempre foi um menino ativo mas muito sensível. Na época havia o programa infantil da Xuxa e ele chorava sempre que o programa terminava com uma musiquinha de despedida (era uma graça só). Se divertia ao ouvir uma música que dizia “Por que parou? Parou por quê?” Até tentava cantar a música ao seu jeito mas desde cedo mostrou que cantar não era seu forte. Aliás, era dono de uma desafinação totalmente herdada de sua mãe (desculpa aí Cris), mas como diz o poeta, no peito dos desafinados também bate um coração. Outro hit de sucesso na sua infância era de autoria da dupla de palhaços Atchim e Espirro, eu aproveitava para curtir também. Me recordo uma vez na casa da minha mãe que tinha um vaso de porcelana fina cheio de flores que ela gostava muito. E eu estava com ele no colo (devia ter alguns poucos meses), suas mãozinhas pegaram em uma das flores e eu não percebi. Quando vimos já era tarde demais, o vaso já estava espatifado no chão, molhando o tapete, mas ao menos a flor que estava em sua mão se salvou (acho que foi uma de suas primeiras travessuras) e eu claro fui a responsável pelo ocorrido. A bronca, e se não me engano a chinelada, sobrou para mim. Depois veio a fase super-herói. He man era seu preferido numa determinada época. O problema era a espada. Depois teve os Thunder Cats (e outra espada). Minhas canelas viviam com hematomas. Daí os heróis japoneses chegaram com seus golpes e chutes elaborados (Jaspion e Gogo five, acho eu), pobres canelas. Então o menino herói cresceu, e passou a se interessar por esportes. Futebol, natação, judô e vídeo game. Sim, podemos considerar vídeo game um esporte que exercita olhos, dedos e língua mordida. Quantas partidas importantíssimas jogadas no campo carecão da vila operária. Geralmente com minha irmã pagando o maior mico gritando na beira do campo quando alguém fazia falta no meu sobrinho. Um pouco mais crescido quis começar no surf. Até doei minha prancha de bodyboard mas, surf não era sua onda, ficou só na diversão da marola. Me lembro de ter ficado orgulhosa com sua participação no projeto botinho que teve até direito a formatura no Rio de Janeiro. Uma cena inesquecível foi quando sua irmã, Marilia, foi para a escola pela primeira vez aos 4 anos (se me lembro bem) e chorou muito. Diego já com 8 e experiente foi consolar a irmã. Deixou que ela se sentasse ao seu lado na sala de aula, deu uma beiradinha em sua própria cadeira. Daí ela parou de chorar e ficou quietinha. Achava engraçado a implicância que ele tinha com a Poppy (uma cachorrinha “gente boa” que meu cunhado tinha) e com todos os outros caninos que tem naquela casa. Não posso deixar de mencionar nossa viagem à Vila Velha, ES. Acho que ele tinha uns 9 ou 10 anos. Fomos eu, Cris, Marilia e uma amiga nossa. Viajamos de ônibus por 8 horas. Ficávamos mudando de poltrona e comendo biscoito. Teve um momento em que eu estava sentada ao lado do meu sobrinho. Acho que foi exatamente quando passávamos sobre a ponte Rio-Niterói. Ele estava animadíssimo por estar passando por essa ponte. Ele disse: Tia, me avisa quando chegar a ponte? E eu disse: Você vai saber. Depois que passou ele disse: Legal, né? Já posso dizer que passei na ponte Rio-Niterói. Daí tivemos uma conversa sobre viagem e ele disse que gostava muito de viajar e que queria viajar sempre. Na volta dessa viagem ele logo perguntou bem baixinho (era de noite): Tia, quando é que vamos viajar de novo? Depois disso fui morar no Rio e em outras cidades e nos víamos menos vezes. Mas acompanhei seu desenvolvimento por telefone e durante as férias e feriados. Fiquei sabendo o nome de cada namorada (as oficiais), os nomes dos amigos, as notas no colégio, os passeios e excursões. Por falar em colégio me lembrei que tenho uma cópia da redação que meu sobrinho escreveu e que ganhou um concurso. Minha irmã é ótima em atualizar a gente sobre sua família. O bom é que ela não é como eu, ela conta tudo em detalhes. Quando eu passeio ela me pergunta: E aí, como foi? Eu respondo: Foi legal. Já quando é ela a contar... E assim acompanhei e acompanho o dia a dia dessa família maravilhosa. Vibrei com seu primeiro emprego. Ri às gargalhadas quando ele deu 20 reais à irmã para comprar um presente de Natal para sua namorada na época e ainda pediu troco. Não ele não era mão de vaca, era econômico. Me empolguei com seu primeiro computador (até lhe ensinei alguma coisa), ele me deixava ganhar nos jogos. Seu guarda roupa estava sempre organizado e seu quarto sempre arrumadinho. Tinha essa virtude, coisa que não puxou da tia com certeza. Seus dentes, impecáveis, nunca souberam o que era uma cárie. Também tinha seus defeitos, mas no momento não consigo me lembrar deles. Tinha um sonho, ser cardiologista. Estudou bastante e conseguiu passar no vestibular e se matriculou na faculdade de medicina. Me alegrei com esse feito como se eu mesma fosse estudar. Isso não é tudo, mas é o que consegui digitar sem pensar muito em alguns minutos. Porque se eu for parar para lembrar, daí não vai ter espaço nesse blog. Tudo o que escrevi foi só para que fique registrado nesse mar de informações que é a internet algumas lembranças minhas do meu querido sobrinho Diego que sofreu um acidente fatal em 28/07/07, aos 20 anos. Não é tudo o que lembro, só uma pequena pincelada sem ordem cronológica e sem a preocupação de relatar algum fato em particular com precisão. Tenho outros sobrinhos também queridos e amados, numa outra oportunidade vou falar sobre eles. Só figuras. É muito bom ser tia de cada um deles. Estão todos sempre nas orações da minha família.
Queria poder digitar com a mesma rapidez com que me recordo das coisas.





12.8.07

Momento de orgulhos e nacionalismos

No sábado, fui na quadra de futsal brincar com a Sofia. Logo, aparecem uns garotos com uma bola de borracha que parecia um melão. Achava que não existia dessas bolas nos dias de hoje. Mas, lá estava ela, sem jeito chamando por mim, e eu fui. Comecei a trocar uns toques com aqueles miúdos e com um olho na Sofia. Às tantas, um deles começa a imaginar que é Cristiano Ronaldo, os outros imitam-no. Então perguntei a um deles - Você sabe que O C.R é português? E eu também sou...

4.8.07

Controvérsias do Ser

Muitas pessoas acham que ser cristão evangélico é extremamente difícil, por isso decartam completamente essa idéia. Elas vêem os cristãos como seres extra terrestres (e de facto o são), dominados por leis e presos a pactos misteriosos. Para eles os cristãos evangélicos ou são doidos ou interesseiros. Mas também existem aqueles, que tendo alguma educação evangélica, mas por vários motivos se desencantaram, reconhecem que a grande maioria são honestos e sinceros na sua fé e prática cristã.
De facto um cristão aos moldes bíblicos, como todos nós evangélicos ansiamos e procuramos ser, além de ser difícil é raro encontrar nos dias de hoje. Já não são vistos como ET,s, mas espécies em via de extinção. Este século deu a volta na maioria dos cristãos evangélicos, tornando-os fragmentados em milhares de denominações e credos. Cada vez mais a Unidade do Corpo e no Corpo é uma conquista adiada, visto que a cultura desta época não permite. A diversidade e relativismo assume o papel de condutor das massas cinzentas.
Ser cristão é cada vez mais difícil, até porque renunciar a nós mesmos e ao pensamento deste século, implica perder muito do que amamos. "Olhar para Jesus Autor e Consumador da nossa Fé", passa a ser uma miragem. Os alvos a atingir são outros, mais concretos, menos abstractos. Ser cristão não é (como pensam alguns), não beber; não fumar; não participar das rodas; não vestir deste e daquele jeito; usar de vocabulário pesado; ir além no namoro e etc. O não praticar isto e muito mais são sinais evidentes do trabalho do Espirito Santo "Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus". No entanto, ser cristão, nesta época e em todas as épocas tem haver com compromisso e amor. Um amor mais alto, que nos move não em direção a nós mas em direção a Cristo. Na esperança de não sermos confundidos e alcançarmos a perfeição. A perfeição que é nada menos que o conhecimento sublime de nosso Senhor Jesus Cristo. Sem a visão da cruz, sem o entendimento da ressureição e nossa vocação, ficamos a mercê deste mundo que nos pressiona a desistir, pois ser um cristão verdadeiro é "Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos", nisto se resume toda a lei e os profetas. E isso é tudo o que temos de ser.

17.7.07

A velhice e a culpa

Atravessando os campos do passado ele me aparece. Um garotinho que acabou de brincar; o menino que fui. Ele me sorri tão esperançosamente, depois que entra em mim.
Que é como se desejasse ver como eu poderia ter sido.

16.7.07

Num mundo roto e rasgado,
vivo eu e você,
buscando algo além dum botão em flor,
vai ver que é o amor,
mas esse amor tem as suas próprias exigências...

7.7.07


Alguns irmãos na porta da igreja.

João com 4 meses

Passeio de sábado

Sofia com quase dois anos

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