8.3.08

Malandros à parte

Houve duas gerações que marcaram o Acampamento Bíblico do Sôr (ABS), a geração do Pedro Silva, Joaquim António, Vitor Biscaia, Américo, Fernando Marques e companhia... e, a minha. Malandros há muitos e dos mais variados tipos. Naqueles tempos a malandrice de Lisboa e arredores parecia ser mais ousada em contraste com a rotina do interior alentejano. Parecia! No fundo os grandes destaques no início foram sem dúvida os alentejanos e ribatejanos.Os chutes do Carlos do Brunheirinho num pinheiro antes dum jogo de futebol na Farinha Branca me impressionaram, dizia elel que era para treinar o pé. O pontapé do Jeremias na poupança, isto é, no meu traseiro, foi por assim dizer, marcante. Os namoros escondidos que deram certo e não, os homens vestidos de mulher(aqui inclui-se o José António, grande nadador) ruim de bola também. Bem, os malandros naquele tempo eram descarados e sofisticados. O Pedro Nunes era um deles, fino,educado, confiável, mas um malandro que todos insistiam em tê-lo como amigo. O Pedro Silva era do tipo descarado, conquistava as pessoas através das palhaçadas e brincadeiras espontâneas, o que seríamos nós sem ele? Já o Zé de Chelas, era do tipo sanguíneo, parecido com o Jeremias na personalidade futebolística, nunca sabiam perder (Olha quem fala!). E o que dizer do João Pedro, António Manuel e Manuel Lúcio, António Lúcio? E o Manuel Falcoeiras que sempre insistia em não lavar os pés durante o período do ABS! Bem, só estamos falando de malandros, o Daniel do Seixal era inocente,ou será que era o mais malandro deles todos? Um dia pensou e fez, pegou os picos dos cactos e colocou-os dentro dos sacos de dormir das meninas, quase que foi expulso do ABS ou foi mesmo, não me lembro bem.Sem esquecer que convidou o António Manuel para treinar boxe com ele, este deu-lhe um soco no queixo e não deu outra, KO. Ao meu xára acontecia de tudo,até perdeu os dentes na barragem. O que é feito dele? O bom desses malandros é que todos eles deixam saudades e só boas lembranças.
Falar deles e delas é resgatar um príncipio fundamental para a contrução e preservação da amizade duradoura, a aceitação e valorização da pessoa que somos, sem máscaras, sem fantasias, apenas o que somos - desembrulhados. No próximo post irei falar da minha geração, isto é, do malandro que fui, dos malandros que convivi. Me aguarde.

4 comentários:

Rute Carla disse...

Mal posso esperar, primão. Lembro-me de ouvir estad histórias e de cruzar e conviver com alguns dos que falas. Doces memórias, sem dúvida.

JoJosho disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Rute Carla disse...

Não sejam curiosos. não liguem ao senhor de cima: VÍRUS!!!

Akinogal disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...