7.6.05

Em Pauta

Quando o verão se aproxima penso no ABS. É uma relação de mais de 30 anos. Sou saudosista e apaixonado por este lugar seco e agora nu. Os alacraus, outrora a atração principal, deram de frosques. Hoje já ninguém é picado, já ninguém chora, as experiências hoje são mais de nível tecnológico ou virtual. Já ninguém dá de seu tempo para limpar o mato ou plantar uma árvore, já ninguém se esforça para beber água do poço ou tomar banho no tanque. Já ninguém lava pratos, pois isso é perder tempo, afinal pagar para que outros lavem é mais fácil.Também pode impedir de assistir ao culto da noite - tretas. Até a barragem tornou-se imprópria para banhos. Hoje é muito difícil alguém aprender a nadar ou atravessar a barragem como antigamente. Uma forma de exibirmos a coragem e competir uns com os outros. Outros ABS com pessoas menos sofisticadas e mais problemáticas marcaram várias gerações. A mística ruiu, o romantismo que era marca dos campistas e sua irreverência desapareceu com os mais velhos. Afinal, tudo isto é fruto da fragmentação e interesses particulares das igrejas , promovendo as "elites", desvalorizando aqueles que realmente amam o ABS e que sempre deram de si sem interesses ocultos desde o seu nascimento. Só espero é que o ABS não se torne unicamente um clube de fraternidade de irmãos, ou pior, de grupinhos que só pensam em namorar e se divertir. Isso seria um desrespeito com tantos que alimentaram a visão de um lugar de pregação e transformação, um lugar de amizade e testemunho. Bons turnos.

Um comentário:

Tiagão disse...

Correndo o risco de ser corrido à pedrada, posso colocar o meu nome aí de baixo?
Para mim perdeu muito da mística por muitas e variadas razões. Mas aceito subscrever somente as tuas.

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